A campanha eleitoral vai para as ruas. Candidatos começam batalha pelo voto nesta quinta

A campanha eleitoral vai para as ruas. Candidatos começam batalha pelo voto nesta quinta

Está tudo pronto para que as campanhas ganhem às ruas, nesta quinta. No MDB, a dobradinha Maurão de Carvalho/Wagner Garcia anda otimista, pelo apoio de nomes peso pesados, como os ex governadores Valdir Raupp e Confúcio Moura, ambos candidatos ao Senado, e, ainda, a chegada do deputado Léo Moraes, que vem como uma força muito importante, entre o eleitorado da Capital. Ele, Marinha Raupp e Lúcio Mosquini buscam vagas na Câmara Federal. Os emedebistas querem eleger todo o pacote, incluindo três nomes para a Câmara. Conseguirão? Entre os tucanos e  aliados, também inicia a corrida atrás do eleitor. Expedito Júnior encabeça a chapa, com o presidente da Câmara de Porto Velho, Maurício Carvalho, como vice. Para o Senado, o grupo vem com o fortíssimo deputado Marcos Rogério e outro que pode surpreender, o Vereador Pastor Edésio, apoiado pela Igreja Universal. Mariana Carvalho, Expedito Neto, Lindomar Garçon e Lucas Follador são os destaques para a Câmara. A coligação sonha em eleger três. No grupo liderado pelo PDT, Acir Gurgacz foi buscar como vice o ex presidente da Assembleia, Noedi Carlos, da região de Machadinho. Para o Senado, dois nomes entre os mais quentes: Jesualdo Pires, que deixou o comando de Ji-Paraná com  um dos melhores prefeitos do Estado e Carlos Magno, 40 anos de Rondônia e parceiro do senador e ex governador Ivo Cassol. O grupo tem gente de primeira para disputar a Câmara. Entre eles o ex prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif; a irmã de Cassol, Jaqueline, presidente regional do PP e ainda Luiz Cláudio da Agricultura. Nilton Capixaba, outro candidato importante da aliança, não poderá concorrer, por problemas com a Justiça Eleitoral.

Há várias outras alianças, como a do PT/PSOL, mas com pequenas chances de sequer eleger alguém. Pimenta de Rondônia e Paulo Benito lideram a coligação. Fátima Cleide vai ao Senado. O grupo teria, como principal nome à Câmara, o ex deputado federal Padre Ton. Para a Assembleia, destaca-se Lazinho da Fetagro. Afora eles, a coligação tem chance perto do zero de eleger alguém. Para o Governo, ainda há o jovem candidato da Rede, o professor Vinicius Miguel, que pode ser uma surpresa. Para se ter ideia, há pesquisas em Cacoal, um centro universitário, em que Vinicius está à frente dos demais candidatos ao Governo. O nome da Rede ao Senado é muito quente: Aluízio Vidal, que liderou várias pesquisas como o preferido do eleitorado em Porto Velho, embora seja pouco conhecido nas demais regiões. Os outros candidatos ao Governo e Senado, estão na briga mais para ficarem conhecidos do que por terem chances reais. Marcos Rocha é o nome de Bolsonaro ao Governo do  Estado. Pedro Nazareno, do nanico PSTU está neste time, assim como Charlon da Rocha, do PRTB e Valclei Queiroz, do PMB, o Partido da Mulher Brasileira que só tem homens. Enfim, as cartas estão na mesa. Vamos ver agora, lá na frente, quem sairá festejando, ao final do jogo!

A DECISÃO NO PT VEM DE CIMA!

Para quem ainda acha que poderá haver alguma reversão no caso do racha do PT rondoniense: a decisão do diretório nacional é a que vale. A legislação eleitoral determina a criação de partidos de cima para baixo, ou seja, primeiro nasce a nacional; depois as regionais e depois as municipais. Vem lá de cima a decisão irrecorrível, a menos que, no estatuto do partido, outra forma de decisão seja determinada. Não é o caso do PT. Portanto, a convenção local que foi anulada por decisão do diretório nacional, segundo documento encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, está embasada em toda a legalidade exigida. Os membros do diretório regional que se consideram prejudicados, como o grupo dos candidatos Padre Ton e Lazinho da Fetagro, só podem recorrer ao próprio comando nacional e não a qualquer outro método. Caso não cumpram a decisão, os membros da Executiva que exigem a coligação com o PDT e outros aliados, podem, inclusive, serem expulsos do partido. Os petistas, gostando ou não, têm que acatar a decisão que impõe aliança com o PSOL e o lançamento de Fátima Cleide ao Senado. O resto é conversa.

SALVOS NA ÚLTIMA HORA

Foi na última hora. Poucas horas antes de encerrar o prazo dado pela União, para que Rondônia renegociasse a dívida do Beron, para não ter sequestrados pelo menos 300 milhões de reais de dinheiro federal ao que o Estado tem direito, o acordo foi aprovado pela Assembleia Legislativa. Os deputados se sensibilizaram com as exposições do próprio Daniel e de técnicos do governo, que avisaram que, caso não fosse renegociada a conta, poderia haver um grande colapso nas contas públicas. Pela decisão, a dívida do Beron poderá ser paga agora em 20 anos, ao custo mensal aproximado de 11 milhões de reais.  Mesmo assim, Rondônia ainda perderá, de imediato, algo em torno de 125 milhões de reais, que serão retidos para pagamento da prestações atrasadas da dívida beronista e de outras várias dívidas que o Estado tem para com a União. Daniel Pereira, contudo, afirmou que não é verdadeira a afirmação de que o Estado não pode mais recorrer contra a cobrança da dívida, caso assine a renegociação. Vai sim assiná-la, resolver um problema imediato, mas continuará lutando no Supremo para que o total a dívida caia pelo menos pela metade. Mesmo que isso aconteça, os compromissos que o Estado tem em termos de débitos passados com os cofres da União, vão ficar na casa de 2 bilhões de reais.

FILME DE TERROR. E SEM LULA!

Os mais pessimistas dizem que será o replay de um filme de terror. Exagero. Na verdade,  o segundo debate dos candidatos à Presidência da República, poderá ser menos ruim do que o primeiro, já que os participantes certamente irão tentar corrigir o festival de besteirol e mesmices que se viu na Band. A vez será da RedeTV!, que promove o encontro dos presidenciáveis a partir das nove da noite, horário de Rondônia, nessa sexta. Haverá nove púlpitos. Um deles ficará vazio, anuncia a emissora, a menos que a Justiça Eleitoral autorize o ex presidente Lula, presidiário em Curitiba, a deixar a cela, para participar do encontro. O PT queria que Fernando Haddad fosse o substituto de Lula, caso ele não seja aprovado pela Justiça para concorrer (o que é 100 por cento certo). Mas Haddad não é considerado candidato titular pelos promotores do debate. Lula, aliás, até agora, é o único entre os nomes citados que aparece nas pesquisas à frente de Jair Bolsonaro, o candidato da direita, no pleito de outubro. Bolsonaro, Ciro Gomes, Geraldo Alkmin, Álvaro Dias, Cabo Daciolo, Guilherme Boulos, Henrique Meireles e Marina Silva confirmaram suas presenças. Surgirá alguma novidade neste segundo encontro ou será, de novo, o mesmo do mesmo?

O CONE SUL NA ASSEMBLEIA

O cone sul do Estado vem com vários nomes com chances reais, na disputa por vagas na Assembleia Legislativa. Dois tentam a reeleição: Luizinho Goebel e Rosângela Donadon, ambos com bom eleitorado e mandatos considerados bastante produtivos. Um terceiro nome, também daqueles entre os com possibilidades concretas, é o do ex deputado e ex diretor do DER, Ezequiel Neiva. Em duas eleições ele ficou de fora por causa da coligação em que fazia parte, mas sempre teve excelente votação. É cotadíssimo para ocupar uma das 24 cadeiras do parlamento. Outros nomes do Cone Sul também querem tentar uma carreira em nível estadual e concorrer à Assembleia. Entre eles: Pastor Campos, Walter Mello, Adriano de O Vilhenense, todos de Vilhena  e ainda Valdecir Sapata, que é vereador em Cerejeiras. Maior cidade da região sul do Estado, Vilhena tem 60 mil eleitores e sua vida política é feita de extremos, confusões, denúncias de corrupção e até troca de prefeitos eleitos. O último registro foi da cassação da então prefeita Rosani Donadon. Eduardo Japonês ganhou a nova eleição é o atual Prefeito da cidade. Ele é do PV de Luizinho Goebel.

SÃO 17 C ONCORRENDO AO SENADO

Além de Confúcio Moura, Valdir Raupp, Jesualdo Pires, Carlos Magno, Marcos Rogério, Vereador Pastor Edésio, Fátima Cleide e Aluízio Vidal, oito entre os nomes mais conhecidos na nossa política, haverá ainda outros nove concorrentes, cujos nomes estarão nas urnas como opção ao eleitor rondoniense. Há, entre os representantes dos pequenos partidos,  apenas um político que já teve mandato: o representante do PRTB, Ted Wilson, que já foi vereador em Porto Velho. E outro que já disputou eleições e chegou a assumir cadeira na Câmara da Capital: Bosco da Federal, do PPS. Na relação, destacam-se também candidatos como Fabrício Grisi Médico Jurado, que concorre pelo Partido Novo e que é, sim, uma candidatura opcional bastante viável. Disputarão o Senado ainda Irailton Daure de Souza (PMB), Jaime Maximino Bagattoli (PSL), Josenir Lopes Dettoni (PMB), Paulo Sérgio Augusto da Silva (PSTU) e Tito Soares Paz (PSTU). No total, 17 rondonienses sonham em chegar a uma das duas cadeiras do Senado a que Rondônia terá direito. Será uma das disputas mais acirradas das últimas eleições.

FIM DA MOLEZA DAS SAÍDAS TEMPORÁRIAS?

Até que enfim, uma pequena luz no final do túnel. Depois de longos anos de omissão, de mão lavadas, pela grande maioria das autoridades brasileiras, principalmente no Congresso, onde as leis devem ser feitas e, se ruins para a sociedade, modificadas, apareceram, agora, algumas vozes em defesa da grande maioria dos brasileiros. Um grupo de senadores – entre eles José Medeiros, do Podemos do Mato Grosso; Ciro Nogueira, do PP do Piauí: Ana Amélia Lemos, do PP do Rio Grande do Sul; Wilder Morais, do DEM de Goiás: Lasier Martins, do PSD do Rio Grande do Sul; Pedro Caves, do PRB do Mato Grosso do Sul e Fernando Bezerra Coelho, do MDB de Pernambuco, começam a se insurgir contra a farra das saídas temporárias de presos, uma excrescência inventada para dar liberdade a criminosos de todas as estirpes. Além desses senadores, há outros, também, apresentando propostas para reduzir, controlar, impor mais segurança ou até extinguir qualquer tipo de saída temporária, inclusive para assassinos e psicopatas, que, em muitos casos, saem da cadeia e levam grande perigo para a sociedade, Um pacote de projetos está sendo analisado nas comissões do Senado e pode sair do papel ainda neste ano. Um dos projetos mais justos é da senadora Ana Amélia, que agora é candidata a vice-presidente da República na chapa liderada por Geraldo Alkmin. Ela quer que os presos tenham apenas uma saída por ano e assim mesmo apenas para os que detentos que tenham uma única condenação. Nunca para os que praticam reiterados crimes e ainda são beneficiados, contra qualquer bom sendo que envolva a segurança a população.

PERGUNTINHA

Você vai retirar as criancinhas da sala, quando começar mais um debate entre os atuais Presidenciáveis ou vai permitir que elas corram o risco de ficarem traumatizadas?