Confúcio é vice Presidente nacional do MDB. É questão de tempo para assumir o diretório em Rondônia

Confúcio é vice Presidente nacional do MDB. É questão de tempo para assumir o diretório em Rondônia

Porto Velho, RO - Manda quem tem o poder! E quem tem o poder, no MDB, é Confúcio Moura! Como a paciência é um dos  conhecidos atributos do ex Governador e atual Senador, ele soube esperar a hora certa, para exercer o poder que tem. Esperou a convenção nacional do seu partido e saiu dela, eleito por seus pares de todo o país, como vice presidente  nacional da sigla, um dos mais  importantes  cargos numa agremiação política. Ainda mais em uma do tamanho do MDB. O presidente eleito foi Baleia Rossi, de São Paulo. Então, alguém aí acha que Confúcio não vai usar o seu poder, ainda mais no seu Estado, onde o diretório estadual está nas mãos de um grupo adversário dele e sua turma? E mais: com as principais lideranças que comandam o partido, hoje, em Rondônia  (Valdir Raupp, Marinha Raupp, Tomás Correia e vários outros), todos sem mandato e longe do poder político? O MDB rondoniense está rachado desde a convenção que, em 2018, escolheu os candidatos para disputar o Senado. Raupp era o candidato à reeleição e Confúcio, o ex Governador que queria ser senador. O partido faria as duas vagas em disputa, ainda mais com o jovem Marcos Rogério aparecendo bem em todas as pesquisas? Na convenção houve confronto, brigas, bofetões, ofensas. Mesmo que depois tenha sido anunciada uma paz entre as duas correntes, ela nunca foi real. Raupp perdeu feio, Confúcio se elegeu e quase ficou fora. Trinta mil votos de diferença deram a ele o mandato, quase o perdendo para o novato Jaime  Bagattoli, um político pouco conhecido, vindo de Vilhena, apenas sob as asas de Jair Bolsonaro.

Tão logo assumiu o mandato no Senado, Confúcio começou  a enviar sinais ao atual presidente, Tomás Correia e seu grupo, que queria o MDB nas suas mãos e dos seus parceiros mais próximos. O deputado federal Lúcio Mosquini, que foi importante assessor de Confúcio no Governo e muito próximo a ele, foi o escolhido para comandar o partido. Lúcio topou, desde que houvesse um consenso e seu nome unisse as alas emedebistas. Não deu certo, porque o atual comando do partido não concordou e avisou que pretende ficar à frente do MDB, até a nova convenção, no ano que vem. Ao mesmo tempo, Valdir Raupp, que chegou a ser presidente interino do MDB nacional, ao menos por enquanto tem deixado a política em segundo plano. O grupo atual, por isso, ficou também mais fragilizado.  Até há pouco, não havia ocorrido qualquer acordo, embora para o público, membros do partido informem que está tudo em paz. Claro que não está. Portanto, usando do poder que tem como vice presidente nacional, Confúcio certamente virá com tudo para ocupar o espaço que ele considera ser dele e seus aliados. Começou, portanto, a contagem regressiva para mudar todo o comando do MDB em Rondônia. A determinação, aliás, poder vir do diretório nacional. Agora, é só questão de tempo...

 

 

 

CPI RECEBE PARAIBANO E VAI AO ACRE

Duas novidades na CPI da Energisa, que começou nessa segunda-feira, ouvindo o secretário de segurança do Estado e o diretor da Polícia Civil. A primeira delas, é um vídeo, enviado a deputados e que e que bombou nas redes sociais nesse final de semana. Sidney Sandrini Queiroz, que há seis anos atrás publicou uma série de denúncias contra a atuação da empresa na Paraíba, gravou uma mensagem agradecendo o convite para vir a Rondônia, depor na CPI e que contará muitas coisas. Sidnei, ex funcionário da Energisa, falando com voz de locutor de rádio, daquelas do interiorzão, vem cheio de vontade de contribuir. A segunda notícia nova é que o presidente da CPI, Alex Redano, vai ao Acre, com seus companheiros de Comissão. Os deputados rondonienses querem saber como está sendo feita e que resultados têm até agora uma CPI igual à de Rondônia também com a Energisa como alvo, que está sendo realizada na Assembleia dos nossos vizinhos. Portanto, vem muito assunto por aí, nos próximos dias. 

 

A ESTRANHEZA DO CORONEL

O deputado federal Coronel Chrisóstomo, ao participar do programa Papo de Redação, com os Dinossauros do rádio (Parecis FM, segunda a sexta, meio dia até às 14 horas), disse que considerou “muito estranha” uma ação de grande porte, realizada contra garimpeiros, pouco mais de 24 horas depois de ele ter promovido uma audiência pública, para discutir exatamente sobre os problemas com os minérios e a perspectiva de explorá-los também em terras indígenas. Chrisóstomo diz que vai descobrir de onde partiu a ordem, porque não acredita que tenha sido apenas uma coincidência. Ele viajou a Brasília, nesta segunda-feira, no início da tarde e garantiu que vai pedir explicação, às autoridades competentes, sobre a ação de órgãos de fiscalização, que teriam programado uma ação justamente um dia depois da audiência. Quem conhece o Coronel, que não tem papas na língua e fala grosso, sabe que ele irá mesmo atrás de respostas. Aliás, que respostas ele poderá conseguir? Vamos aguardar para saber...

  

NOSSOS MÉDICOS EM DESTAQUE NACIONAL

Dois médicos rondonienses foram destaque nacional na semana passada. Hiran Gallo, há anos dirigente do Conselho Federal de Medicina e que será o próximo presidente da entidade, tomou posse para um mandato de dois anos e meio com tesoureiro do CFM. Entre abril e março de 2022, ele vai presidir a mais importante entidade médica do país. Junto com Hiran Galo, assumiu o também o jovem médico Cleiton Cássio Bach, que será o suplente de Hiran, que é diretor tesoureiro da entidade.  Hiran Gallo é um dos mais respeitados profissionais da sua área e, há quase duas décadas participando do Conselho Federal de Medicina, tem se destacado em toda as áreas de atuação. Equilibrado, usando sempre o bom sendo, mas sem jamais deixar de dar opiniões, mesmo que forte e polêmicas, ele conquistou o respeito dos seus colegas em todo o país. Se a eleição para o comando da entidade fosse disputada no voto, Hiran seria o presidente desse já. Mas abriu mão disso para repartir com seu colega de Mato Grosso, o médico Mauro Ribeiro, um mandato de cinco anos.

 

O PAPA FALA PARA TODOS

Uma no cravo, outro na ferradura! O Papa Francisco conseguiu agradar gregos e troianos, ao abordar a questão indígena no Brasil e na Amazônia, especialmente. Os mais à esquerda certamente gostaram de ouvir que o Sumo Pontífice tenha afirmado que “ a sociedade moderna não deve tentar impor suas regras aos povos indígenas, mas sim respeitar sua cultura e permitir que eles planejem seu próprio futuro”. Já os mais à direita certamente adoraram a crítica papal quando comentou que “as ideologias são uma arma perigosa”, e acrescentou que "a colonização ideológica é muito comum hoje". O líder católico pediu que se controlem os impulsos "de domesticar os povos originais". Ou seja, por enquanto, no Sínodo dos Bispos pela Amazônia, o placar está em 1x1. Vamos ver no final, quem sairá vencedor. Espera-se que, obviamente, o sejam a população amazônica e os indígenas os que mais se beneficiem com os resultados do grandioso evento católico.

 

UM RETORNO BEM SUCEDIDO

Dois meses antes, em agosto, enquanto as chuvas não chegam. Esse será o período, em data ainda a ser confirmada, da segunda edição da ExpoPorto. A volta da exposição agropecuária de Porto Velho encerrou na noite do último domingo com grande público. Mesmo sem grande divulgação, como um evento como esse mereceria ter, a ExpoPorto voltou com força, deixando claro que há um grande espaço para um evento deste porte, no calendário da Capital. A ExpoPorto recomeçou bem, com o secretário Jobson Bandeira e sua equipe fazendo um trabalho digno de elogios, num curto espaço de tempo, para cumprir determinação do governador Marcos Rocha, que queria ver a feira reaberta depois de quase uma década, ainda este ano. Agora, com mais tempo, certamente teremos uma feira de negócios, rodeio e festa muito melhor em 2020. Foi, sem  dúvida, um retorno muito auspicioso.

 

MENTIRAS SOBRE TERRAS INDÍGENAS

Na questão das terras indígenas, há também uma guerra na mídia e nas redes sociais, envolvendo algumas poucas verdades e muitas mentiras, as já famosas Fake News. Uma das mais absurdas é a divulgada em vários sites e até na imprensa, de que índios teriam vendido tantas terras a empresas estrangeiras, que o Brasil já teria perdido, para tais organizações internacionais, uma área do tamanho do Estado da Bahia. Algo em torno de mais de meio milhão de quilômetros quadrados. Pura fantasia! O governo brasileiro está sim fazendo um levantamento sobre a situação das terras indígenas. Algumas irregularidades realmente foram constatadas. Mas nada, até agora, com essa grandeza. As  notícias de que já teriam sido encontrados mais de 35 contratos de tribos indígenas, de vendas de suas terras para estrangeiros, é absolutamente falsa. Só depois de todo o levantamento for feito, é que os números reais de ilegalidades (se é que elas existem!), serão divulgados. Portanto, por favor, bolsonaristas apaixonados, não acreditem em tudo o que leem e ouvem. Vão checar as informações, antes de começarem a compartilhar tanta besteira!

 

ONDE ESTÁ O BRASILEIRO PACÍFICO?

Vários assassinatos. Inúmeros feridos em brigas, confusões, bebedeiras, brigas caseiras. Uma criança estuprada numa escola. Mortos no trânsito. Gente mutilada, que, caso sobreviver, nunca mais terá uma vida normal. João Paulo II superlotado novamente. Esse é o tétrico resumo de mais um final de semana em Rondônia em Porto Velho. A situação chegou a tal ponto que homens que tinham esfaqueado um inimigo, tentaram invadir o posto de saúde onde ele estava atendido, para matá-lo ali mesmo. No nosso Estado e em todo o país, os finais de semana são sangrentos, violentos; enlutam dezenas, senão centenas de famílias. No Rio de Janeiro, é neles que recrudesce a guerra civil de quase duas décadas entre política, traficantes e milicianos, que já fez milhares de mortos em poucos anos. Todos contra todos. Onde está o povo brasileiro pacífico e indolente, como dizia a música? Esse deve ter ficado na História, porque muitos  brasileiros, hoje, podem ser chamado de tudo, menos de pacíficos.

 

PERGUNTINHA

Quem está certo, na sua opinião: as lideranças indígenas que querem ter  autorização para exploração de minérios em suas terras e usufruir das riquezas ou a outra ala, que quer que tudo continue intocado?