Empresa de navegação terá que indenizar família de caminhoneiro assassinato durante travessia de balsa

Empresa de navegação terá que indenizar família de caminhoneiro assassinato durante travessia de balsa

Porto Velho, RO - A empresa Amazônia Navegações, responsável pelo serviço de travessia veículos e passageiros na balsa do Rio Abunã, foi condenada ao pagamento de indenização por dano moral aos familiares do caminhoneiro Celso Ferreira, morto a facadas por um funcionário da empresa.

O caso aconteceu em setembro de 2017, após a vítima se desentender com uma funcionária da empresa que fazia a cobrança dos bilhetes da travessia. A vítima não concordou com os valores, gerando daí um desentendimento, tendo ele desacatado ela com alguns palavrões.

Ao ver a colega a esposa chorando, o autor do crime, Peterson Pereira Rodrigues, não gostou do que presenciou e não pensou duas vezes, indo tomar satisfações com a vítima, matando-a com várias facadas. De acordo com a Polícia, o caminhoneiro foi morto com vários golpes e atacado à traição.

A indenização foi reivindicada pela esposa e pela filha do caminhoneiro que moram em Guaratuba, no Paraná. O valor da indenização pedida pela família de Celso Ferreira foi no valor de R$ 500 mil, além de pensão mensal arbitrada sobre o valor do salário da vítima.

O pedido foi aceito parcialmente pelo Juízo da 2ª Vara Cível de Porto Velho que estipulou o valor da indenização apenas em R$ 30 mil e pensão mensal no valor de 2/3 do último salário que a vítima recebia (R$ 3.11 mil) da seguinte forma: Pagamento de pensão mensal de 2/3 do valor das horas normais referente ao último salário percebido pelo de cujus, sendo que metade é em benefício da viúva e devido desde a data do acidente até a data em que o de cujus completaria 65 anos e a outra metade é devida ao menor, desde a data do acidente até a data em que completar 25 anos, após o que o valor deve ser integralmente revertido em favor da viúva.

O seguro da empresa já havia indenizado anteriormente a família do caminhoneiro em R$ 50 mil e ainda recebem pensão mensal do próprio ´de cujus´. Cabe recurso da sentença em 2º grau.

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