Ex- deputado federal Aguinaldo Muniz morre em acidente na BR-319

Ex- deputado federal Aguinaldo Muniz morre em acidente na BR-319

Porto Velho, RO -  O ex-deputado federal Aguinaldo Muniz,48, morreu em um acidente na BR 319 na tarde deste na tarde deste domingo (01), na BR-319, altura do KM 20, após a ponte do Rio Madeira, em Porto Velho.

Segundo informações de testemunhas ele dirigia a camionete tipo S-10 ano 2013 da cor branca com placa NRS-8243, que acabou saindo da pista e capotou várias vezes. O ex-deputado Aguinaldo Muniz preparava sua retomada a vida pública e na última quarta-feira assinou ficha de filiação do MDB.

Na banco do passageiro foram estavam várias fichas de filiação do recém partido que tinha se filiado o MDB. O ex-deputado estava com um passageiro no carro ainda não identificado que foi sofreu várias escoriações e está internado no pronto socorro João Paulo II. 

O corpo do ex-deputado foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exames de plaxe e postarior liberação a família.



QUEM FOI
 

MUNIZ, Agnaldo

* dep.fed. RO 1999-2007
 

                Agnaldo Muniz nasceu em Assis Chateaubriand (PR), no dia 31 de agosto de 1970, filho de Sadraque Muniz e de Dinah Cordeiro Muniz.

                Transferindo-se para o Rio de Janeiro para estudar, em 1989 iniciou o curso de direito na Universidade Estácio de Sá, mas graduou-se pela Universidade Gama Filho em 1993. Em 1991, fez o curso de direito penal (parte especial) no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Em 1996, tornou-se membro do Conselho Fiscal do Conselho das Assembléias de Deus em Porto Velho.

No ano seguinte, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda pela qual se candidatou a uma cadeira na Câmara dos Deputados no pleito de outubro de 1998. Eleito, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como segundo-vice-presidente e membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, membro titular da Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, assim como de várias comissões especiais relativas ao exame de projetos de lei e emendas constitucionais.

Em 2000, deixou o PDT e ingressou no Partido Popular Socialista (PPS), exercendo o cargo de vice-líder da legenda na Câmara dos Deputados.

                Nas eleições de outubro de 2002, candidatou-se a novo mandato, pela legenda do PPS. Eleito, assumiu o mandato parlamentar em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como vice-líder da legenda na Câmara dos Deputados, primeiro-vice-presidente e membro titular da Comissão Permanente da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, membro titular da Comissão Permanente de Constituição e Justiça e de Cidadania, e, entre outras, das comissões especiais da Revisão Constitucional (PEC n° 157/03), de Reforma do Judiciário (PEC n° 358/05), do Processo Eleitoral (PEC n° 446/05), da Defensoria Pública (PEC n° 487/05) e da Reforma Política.

                Em 2005, saiu do PPS e transferiu-se para a legenda do Partido Progressista (PP). Em setembro do ano seguinte, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados recomendou a cassação de seu mandato, sob acusação de participar do esquema de compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro público, episódio que ficou conhecido como “Máfia dos Sanguessugas”.

Investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos “Sanguessugas” indicaram que Muniz teria recebido R$ 12 mil pelo direcionamento de uma licitação no município de Novo Horizonte do Oeste (RO). Esse valor corresponderia a 10% sobre o valor de uma emenda de R$ 120 mil apresentada pelo parlamentar, destinada à aquisição de unidades móveis de saúde no exercício de 2003. Muniz negou todas as acusações e declarou que a responsabilidade do parlamentar se encerrava na apresentação das emendas ao Orçamento e que nenhuma conversa telefônica interceptada mencionava o seu nome como envolvido na "máfia das ambulâncias".

No pleito de outubro de 2006, candidatou-se à reeleição pela legenda do PP, obtendo apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputado ao final do mandato, em janeiro do ano seguinte. Em fevereiro, foi indiciado pela Polícia Federal, sob acusação de ter praticado os crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro no episódio da “Máfia dos Sanguessugas”.

                Foi presidente do PPS e do PP de Rondônia.