Explosão em mercado de fogos no México deixa 31 mortos e 72 feridos

Explosão em mercado de fogos no México deixa 31 mortos e 72 feridos

MÉXICO - A explosão em um mercado especializado em fogos de artifício na comunidade de Tulpetec, no subúrbio da Cidade do México, matou 31 pessoas e deixou 72 feridos e 32 desaparecidos na terça-feira, informaram as autoridades.

A explosão ocorreu às 14H50 local (18H50 Brasília) no mercado de fogos conhecido como San Pablito, repleto de pessoas devido às festas de final de ano.

"Vinte e seis pessoas morreram no local e cinco em hospitais", afirmou Alejandro Gómez, procurador do estado do México, onde fica Tulpetec.

Técnicos forenses estaduais e federais trabalham na análise dos corpos, porque "praticamente a maioria não há possibilidade de identificar", disse o governador do estado do México, Eruviel Avila.

As autoridades mencionaram ao menos 32 desaparecidos e pretendem realizar exames em parentes para determinar se estas pessoas estão entre os falecidos.

As autoridades anunciaram um balanço de 72 feridos e 21 deles receberam alta na terça-feira. Vários se encontram em estado delicado, incluindo três menores de idade que serão levados para um hospital de Galveston, Estados Unidos, para receber atendimento em um hospital especializado em queimaduras.

A Procuradoria Geral informou que iniciou uma investigação para determinar as causas do acidente, que provocou "seis explosões de pirotecnia".

Três horas após a explosão, o incêndio foi extinto e centenas de socorristas e bombeiros passaram a procurar vítimas entre os escombros das centenas de barracas que integravam o mercado.

Após o controle da situação, ocorriam pequenas explosões, que segundo a Defesa Civil eram deflagrações controladas para consumir a pólvora que permaneceu em algumas das mais de 300 barracas do enorme mercado.

Ao menos 100 policiais foram enviados ao local para manter a ordem e controlar dezenas de pessoas a procura de notícias sobre amigos e familiares que estavam no mercado.

Imagens da rede Televisa mostraram uma série de explosões multicoloridas sobre o mercado, antes da formação de um grande cogumelo de fumaça.

"O mercado desapareceu totalmente", disse à Televisa Luis Felipe Puente, diretor nacional da Defesa Civil, acrescentando que várias casas vizinhas e automóveis foram danificados pela explosão.

"Minhas condolências aos familiares dos que perderam a vida neste acidente e meus desejos de breve recuperação para os feridos", escreveu o presidente Enrique Peña Nieto no Twitter.

Tropas do Exército e equipes de emergência resgataram os feridos com ambulâncias e helicópteros.

"Houve a explosão e tudo começou a pegar fogo. Até gente queimando saiu correndo", revelou à AFP Walter Garduño, que estava próximo ao mercado. "Tinha gente correndo em chamas, incendiada, crianças".

Angélica Coss, 25 anos, disse que "a terra se moveu, senti como se um avião tivesse caído, como se jogassem bombas". "Subi no teto da minha casa e vimos o mercado explodindo. A fumaça começou a nos cobrir".

"Escutamos as detonações e pensamos que era uma fábrica de fogos próxima", disse à AFP Alejandra Pretel, que mora nas proximidades. Mas após "cinco minutos percebemos que era o mercado".

"Estava passeando com meu cachorro e de repente ouvi explosões muito fortes mas não sabia o que era. Pensei que era um posto de gasolina ou algo assim, mas quando olhei eram fogos" de artifício, declarou Sofía Bedoya, outra moradora da zona.

Víctor Hugo Samantes, que tem familiares com barracas no mercado, foi um dos primeiros a chegar no local, e encontrou seus parentes ilesos.

"É incrível porque você está acostumado a ver o movimento, as pessoas trabalhando, e agora não há mais nada", disse Samantes à AFP.

As TVs locais exibiram imagens de uma ampla área devastada rodeada de ambulâncias e carros de bombeiros.

No passado, o mercado de San Pablito sofreu dois incidentes semelhantes, ambos pelo mau manejo da pólvora.

O mercado funcionava com o aval das autoridades.

Em 15 de setembro de 2005, um incêndio e explosões destruíram o San Pablito. No ano seguinte, outro acidente destruiu mais de 200 barracas.

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