Guajará-Mirim, o pior lugar do Brasil?

Guajará-Mirim, o pior lugar do Brasil?

Esta é, sem dúvida, uma afirmação brutal, imprópria, deletéria, vaginal de uma pessoa estéril, desavisada, imatura, dir-se-ia: de um sacripanta carioca que não merece a medalha do tempo.

O pior das informações irresponsáveis são, indubitavelmente, as deformações que elas produzem no meio social e, da boca de quem veio, não tem a menor grandeza para o rondoniense.

São palavras soltas, e o vento as leva. Porque sem lustres, contaminam a lente da visão humana, desumanizam, atraem a ira, a cólera, provocando espaço para a vergasta, a reprovação, a rejeição, o ódio e a repulsa.

E há de se perguntar. Que diabos levaram esse moleque destemperado se lembrar só de Guajará, e esquecer-se do horror que se vive em alguns pontos do Rio de Janeiro?
Na verdade, o céu está cheio de mentecaptos, energúmenos, verdadeiros cavaleiros andantes do horror, e Eduardo parece ser um deles.

Destemperado, deu a repugnante impressão de ser mais parceiro do diabo, dos incendiários, dos “semibarbados”, dos celerados e dos desmancha-prazeres, do que de representante do povo que o elegeu.

Se da ótica desse aprendiz de capeta, Guajará-Mirim é o pior lugar do mundo, o que dizer das palavras levianas soltas ditas por ele? São, com reforço de convicção, a maior merda do universo em que ele vive: a política!

Sem rodeios, melhor dizer às claras: esse deputado eleito não passa de um putrefador, que na putrescência falatória de sua boca suja, disse o que quis e agora ouve o que não gostaria.

Manejar mal o Poder, como fez, rompeu-lhe as vísceras e os desajustes intestinais erraram de caminho e saíram pela boca.

Descompassado, sem compostura, o fedorento, na mesma fala, sugeriu o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), como se pudesse, num átimo, banalizar as instituições da República duramente conquistadas. E o pior, pelas mãos de um cabo e um soldado, ressalvando que não estaria diminuindo-os em tarefa “tão relevante”. Cruz credo!

Por honestidade, vale lembrar-se do velho provérbio português: em política, muda-se o estrume, mas as moscas são as mesmas.

Que Deus nos livre de um regime opressor pelas mãos de Bolsonaro, o candidato do povo.

Precisamos afastar de nós a esquerda deletéria, essa que no Brasil se associou ao mal, mas não podemos nem pensar em retrocessos na dinâmica das conquistas de liberdade do povo brasileiro, com imprensa livre e independente.

Bolsonarizar o Brasil, creio, não quer dizer que vamos nos consorciar a qualquer viés de opressão e desrespeitar o Estatuto Supremo, a nossa Carta Constitucional, dita cidadã, porque materializada com dor, suor e sangue, após um período largo de exceção e arbítrio.

Não podemos, oh caro Eduardo Bolsonaro, “diabolizar” o país via arroubos desenfreados, que não sufragam avanços, senão vácuos, deixando na população um turbilhão de dúvidas no ar.

Quanto a Guajará-Mirim, para os filhos, a Pérola do Mamoré, onde passa um rio forte de águas barrentas, de registros históricos fantásticos como o ponto de referência do Noroeste na vigilância da segurança nacional, as palavras de Eduardo não tem a menor importância. Desprezemo-las!

Para todos nós, Guajará, ou “Cachoeira Pequena”, é uma cidade fronteiriça de singular importância histórica, mãe de todos os municípios, pré-traçada, onde se ergueu em nome dos soldados da borracha, a monumental Catedral de Nossa Senhora dos Seringueiros.

Para Eduardo, a nossa melhor resposta: Guajará-Mirim não é o pior lugar do Brasil, é uma das melhores cidades do mundo para se viver em paz!

E o pior lugar, Bolsonaro Filho, ainda há tempo de fazer um reparo: são as favelas que estão na terra que lhe serviu de berço.
Do contrário, é sofismar.

Amém!