Justiça denuncia acusado de assassinar e atear fogo em corpo de professor de Ministro Andreazza

Justiça denuncia acusado de assassinar e atear fogo em corpo de professor de Ministro Andreazza

Porto Velho, RO - O Juízo da 1ª Vara Criminal de Cacoal denunciou (pronunciou) pelo crime de homicídio qualificado, o suspeito Eduardo Ebermann, acusado do cruel assassinato do professor Adriano Albuquerque da Silveira, ocorrido no dia 5 de maio de 2020, na cidade de Ministro Andreazza. 


Na sentença de denúncia, o Juízo não dá detalhes sobre como aconteceu o crime, como é feito comumente, e o que se sabe apenas são as informações dadas pela Polícia Civil distribuída à imprensa no dia em que o acusado foi preso, dez dias após o corpo da vítima ser encontrado. 


O corpo da vítima foi localizado em um sítio na Linha 03 da Zona Rural de Ministro Andreazza, carbonizado. A Polícia conseguiu ligar o suspeito ao crime após tomar conhecimento de um suposto envolvimento amoroso entre vítima e acusado. Imagens de câmeras flagraram Ebermann conduzindo a moto da vítima. 

 

Questionado, Ebermann confessou o crime e indicou o local onde matou Adriano e queimou o corpo. Além dos restos mortais da vítima, foram localizados a motocicleta e alguns objetos pessoais do professor. O suspeito é casado e a vítima o teria ameaçado de contar o caso amoroso à sua esposa. 

 

TJ


Há duas semanas, os advogados do suspeito tiveram um Recurso em Sentido Estrito negado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia, na qual eles se manifestaram contra a decisão de levar Eduardo Ebermann a julgamento. Falta agora marcar a data do julgamento. 


Na decisão, os desembargadores assim se manifestaram: 

“O contexto de indícios acerca de circunstâncias em que se deu o homicídio aos fins de qualificá-lo deve ser submetido ao Tribunal do Júri, a quem incumbe a valoração subjetiva de seu conteúdo, para definir se os meios de que se valeu o agente para  atrair a vítima, encontro amoroso, bem como a repetição de golpes, são ou não suficientes para aumentar o grau de reprovabilidade da conduta como marca do motivo torpe e da crueldade. Constatado o mínimo de tipicidade objetiva do crime de furto, em conexão com o homicídio, submete-se à apreciação do júri”