Justiça quebra sigilo de celulares e notebook de agressor de Bolsonaro

Justiça quebra sigilo de celulares e notebook de agressor de Bolsonaro

Agentes da Polícia Federal levam Adelio Bispo do Santos, agressor que confessou a facada em Bolsonaro, no aeroporto de Juiz de Fora para transferência a presído no Mato Grosso do Sul  Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Brasília, DF - Uma decisão da juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora, autorizou a quebra do sigilo dos dados de quatro celulares e um notebook que foram encontrados no quarto da pensão em que estava morando Adelio Bispo de Oliveira, autor confesso do atentado ao candidato do PSL à PresidênciaJair Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG).

Uma das informações que os investigadores já levantaram sobre o histórico de Adelio Oliveira é a de que, nos últimos 15 anos, ele passou por 39 empresas distintas, com salários baixos. Isso chamou a atenção diante da apreensão dos quatro celulares e de um notebook. Todos os contatos feitos com os aparelhos eletrônicos serão monitorados em perícia, em busca de informações sobre sua rede de contatos. As autoridades de investigação ainda devem pedir a quebra de sigilo bancário.

Adélio foi transferido de Juiz de Fora na manhã deste sábado, 8, para um presídio federal de Campo Grande (MS), também por autorização da juíza. Acompanhado por quatro advogados, o pedreiro prestou um terceiro depoimento antes de deixar a cidade onde foi cometido o ataque a faca a Bolsonaro. Uma fonte que acompanhou os depoimentos diz que Adélio mostrou raciocínio coeso ao explicar divergências que tem em relação às visões do candidato a presidente da República. O investigado disse que havia se mudado para Juiz de Fora em busca de emprego.