Mulher é assassinada com tiros na cabeça dentro de casa

Mulher é assassinada com tiros na cabeça dentro de casa

Manaus, AM - Uma mulher identificada como Camila Carol Anjos Fernandes, de 19 anos, foi assassinada com dois tiros na cabeça no início da noite desta sexta-feira (2) dentro da residência dela, na rua Santa Etelvina, bairro Cidade de Deus, Zona Norte de Manaus. Familiares apontam uma mulher identificada como “Tainara”, conhecida da vítima, como a autora dos disparos.

Um adolescente que testemunhou o crime relatou à Polícia Militar que a suspeita e mais três mulheres foram até a casa de Camila cometer o crime. Aos policiais militares, o adolescente-testemunha deu detalhes do assassinato. Ele relatou que as mulheres chegaram ao local em um veículo modelo Siena prata, de placas não identificadas.

Segundo a versão do adolescente, apresentada aos policiais da 13ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), as mulheres entraram na residência e “Tainara” teria iniciado uma discussão com Camila. “Ela (autora) pediu para conversar em particular com a Camila, depois discutiram e ela (autora) puxou o cabelo dela (vítima) e atirou na cabeça”, disse o menino à PM.

Camila ainda foi socorrida no local por agentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas depois de uma hora de atendimento ela morreu na sala da casa dela. Os agentes do Samu ainda tentaram reanimá-la diversas vezes, mas sem sucesso e o óbito foi confirmado no local.

Depois dos disparos, as mulheres teriam entrado novamente no veículo, onde mais dois homens as aguardavam. Militares da 13ª Cicom foram ao endereço da possível executora, mas até a publicação desta matéria ninguém havia sido preso. “Foi a Tainara, foi a Tainara”, disse um parente, que revelou o local exato onde a suposta autora mora, no entanto ela não havia sido localizada no imóvel.

‘Mataram minha filha’

Os familiares – irmãos, mãe e tia – lamentaram a morte de Camila em via pública. “Mataram a minha sobrinha preferida”, gritou aos prantos uma tia da vítima. “Eu já tinha falado para ela sair dessa vida. Falei tanto”, disse outra parente, que não foi identificada pela reportagem.

“Mataram minha filha, mataram minha filha, meu Deus, quem fez isso com ela, porque Senhor?”, dizia a mãe de Camila, sentada no meio da rua e em frente a casa onde a filha estava sendo periciada por agentes do Departamento de Polícia Técnico Científico (DPTC).

O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e até o momento não havia sido repassado a motivação e autoria oficiais sobre o crime. A reportagem tentou conversar com familiares de Camila, mas muito abalados eles não quiseram se pronunciar sobre o caso.