"Não se pode esperar tudo do poder público", diz Temer em Hospital construído com doações

 Durante a inauguração do Hospital de Câncer da Amazônia, em Porto Velho, construído com doações de voluntários, o presidente Michel Temer afirmou que "não se pode esperar tudo do poder público". A gafe do mandatário foi além. Temer disse ser "interessante" que "muitas e muitas vezes" aqueles "que estão na atividade privada fazem tanto ou mais do que aqueles até que estão na atividade pública". 

O peemedebista e outras autoridades, como o governador Confúcio Moura, deputados e senadores, foram convidadas para o lançamento do Hospital, que foi orçado em R$ 50 milhões obtidos apenas de doações de voluntários. A iniciativa, que partiu do presidente da Fundação Pio 12, Henrique Prata, começou em janeiro de 2015, com as obras concluídas hoje. 

"Ele [Henrique Prata], da iniciativa privada, se dedica a uma causa pública", completou ainda Temer. O presidente da Fundação Pio 12 explicou que quis convidar as autoridades para provar a força que a população tem:

"Quero que ele veja o que o povo pode fazer. Espero que esse trabalho sensibilize os políticos para que eles nos ajudem a manter essa estrutura do Hospital de Câncer da Amazônia", disse Prata, ao contrário do discurso do mandatário.

Na mesma linha de Temer, o governador peemedebista também destacou que a agilidade de Henrique Prata para concluir o Hospital foi maior do que o governo. Comparou a iniciativa de Prata como uma "Fórmula 1" e as iniciativas públicas uma "corrida de Fusca". "A velocidade do presidente da fundação era mais rápida do que a do governo! Era como fosse uma corrida de Fusca com Fórmula 1", disse.

A área do Hospital do Câncer da Amazônia tem aproximadamente 70 mil m² e 15 mil m² de área já construída. Deste espaço, cerca de 2 mil m² serão reservados para o atendimento indígena.