OSS de Saúde – ou vai ou racha! E se rachar?

OSS de Saúde – ou vai ou racha! E se rachar?

Considerando tudo o que foi dito e escrito até hoje sobre as chamadas Organizações Sociais de Saúde, responda, sinceramente, por favor: você acha que esse novo modelo de gestão que o prefeito Hildon Chaves pretende implantar na saúde do município de Porto Velho tem alguma chance de produzir resultados positivos, ou acredita que esse negócio é mais uma roubada, cujo ônus será pago pela população, como tantas outras experiências desastrosas realizadas pela atual administração?

Dias atrás, o prefeito visitou uma cidadezinha do interior de Goiás, que terceirizou os serviços de saúde, e se disse satisfeito com o que ali encontrou. O diagnóstico do chefe do executivo porto-velhense acabou contagiando muita gente. Estranhamente, como que num passe de mágica, críticos ferrenhos do modelo passaram à condição de defensores.

Instalações e equipamentos modernos, unidades limpas, farmácias cheias de medicamentos, profissionais bem remunerados e em quantidade suficiente para atender a demanda, enfim, tudo correspondendo às expectativas da população. Esse é o grande desafio que o prefeito espera superar com a participação das Organizações Sociais de Saúde, já que para ele o erro do sistema reside no modelo de gestão herdado de seus antecessores, motivo pelo qual a decisão de entregar a saúde do município nas mãos de entidades filantrópicas.

Uma vez contratadas, será que as OSS vão priorizar as políticas públicas que devem inspirar o setor, hoje entregue à sua própria desdita? O prefeito acredita cegamente que sim. Tanto é verdade que apostou a popularidade que alguns julgam ter sua administração junto à opinião pública, mergulhando de cabeça nessa nova modalidade pública, embora muita gente, inclusive da base aliada do prefeito, não aposte um palito de fósforo queimado no êxito do negócio. Agora, como disse a vereadora Ellis Regina (que votou contra o projeto do executivo) não adianta chorar. Ou vai ou racha! E se rachar?