Polícia prende um dos chefes do tráfico na Rocinha

Polícia prende um dos chefes do tráfico na Rocinha

Foi preso nesta sexta-feira, 10, o traficante Alberto Ribeiro Sant’anna, conhecido como Cachorrão e apontado como chefe do tráfico na Rocinha junto a Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157. A favela da zona sul do Rio de Janeiro está sob clima de disputa há dois meses, desde que um bando a mando do ex-chefe do comércio ilegal na comunidade Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que está preso, invadiu o morro para tirar Rogério 157 e seus comparsas do controle do tráfico.

A polícia não informou as circunstâncias da prisão, efetuada numa grande operação. As informações serão divulgadas pelo diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), delegado Marcelo Martins, e os delegados titulares de unidades como a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA).

Cachorrão, ou Cachorro louco, já foi condenado por roubo e por tráfico de drogas, e possui anotações criminais por associação ao tráfico, lesão corporal e dano ao patrimônio público, entre outras. Chegou a ser preso em 2009 e ganhou liberdade provisória em 2013. Cachorrão era segurança de Rogério e foi subindo na hierarquia do crime, chegando ao posto de braço-direito; hoje, dividia o comando na favela, segundo investigações.

O lucrativo comércio de drogas da Rocinha é alvo de cobiça desde os anos 1980, quando começaram os embates sangrentos no morro. O último “dono” antes de Rogério 157 foi Nem, preso em 2011. Foi nessa época que Rogério ascendeu.

Quando houve a invasão da Rocinha por homens de Nem no dia 17 de setembro, o bando de Rogério fugiu, mas ainda manteve seu domínio, de acordo com moradores. Os bandidos vinham sendo procurados desde então em operações na própria Rocinha e em sua área de mata, e também em favelas de outras regiões do Rio.

O clima de tensão fez com que o governo do Rio pedisse ajuda às Forças Armadas. Equipes do Exército, Marinha e Aeronáutica permaneceram uma semana na Rocinha e depois voltaram pontualmente. Também auxiliaram em buscas fora do morro.