Responsáveis por fraude no colégio Militar Tiradentes irão responder criminalmente, administrativamente e civilmente, diz diretor

Responsáveis por fraude no colégio Militar Tiradentes irão responder criminalmente, administrativamente e civilmente, diz diretor

Porto Velho, RO - Referência em educação no estado de Rondônia, o Colégio Tiradentes da Polícia Militar (CTPM) Unidade I, em Porto Velho, atende a 1.564 estudantes, sendo 70% dependentes de militares e outros 30% da comunidade em geral. Ganhou notoriedade pelo desempenho dos estudantes em competições de conhecimento e pela disciplina no ambiente escolar, mas as concorridas vagas para novos alunos não serão abertas em 2018 para corrigir falhas do processo anterior.

O diretor-geral do CTPM, Rhobyson Sousa Lima, assumiu a gestão do colégio em março e logo teve que adotar uma difícil missão: dar resposta à denúncia de irregularidade no processo de ingresso de alunos no certamente de 2017. Segundo ele, a denúncia partiu da mãe de uma aluna que percebeu que a candidata que tinha ficado em 198ª colocação ingressou no colégio, enquanto que a 8ª colocada não foi admitida.

‘‘Ao tomar conhecimento desse fato informei à Corregedoria que abriu um procedimento apuratório e no final foi constatado que alguns alunos tinham ingressado de forma irregular e nós chegamos ao entendimento que era necessário afastar toda e qualquer intenção de fazer o certame em 2018’’, disse o diretor. Com isso as cerca de 130 novas vagas deixarão de ser ocupadas, apenas serão feitas a rematrículas.

Isso porque a falha não poderia passar sem que medidas enérgicas fossem tomadas. ‘‘Não tem como nós como Polícia Militar abrirmos um certame para 2018 tendo pendência e até prejudicados com o certame do ano anterior’’, afirma. O diretor garante que até o final do ano o colégio entrará em contato com os alunos que foram prejudicados para que eles possam ocupar as devidas vagas.


Diretor geral do CTPM Unidade I Rhobyson Lima afirma que cancelamento do certame foi a melhor decisão diante da irregularidade

‘‘A Polícia Militar continua sendo uma instituição séria e nós não admitimos fatos dessa natureza. Acredito que tomamos a melhor decisão, mesmo que para alguns possa parecer uma medida extrema, mas vejo como uma medida proporcional à realidade dos fatos. A polícia se posicionou, houve irregularidade? Houve, então tivemos que cortar na carne. Vamos ter que arrumar a casa porque temos que dar uma resposta à sociedade. Irregularidades se consertam com medidas drásticas e os envolvidos irão responder criminalmente, administrativamente e civilmente’’, garante.

QUALIDADE DE ENSINO

O colégio atende desde o pré-escolar ao 3º ano do Ensino Médio e possui uma educação modelo para o Estado. ‘‘Prova isso é que o governo vendo a qualidade das escolas militares criou mais cinco e nós sempre prezamos por esse lado educacional, da cidadania com alunos que saibam respeitar os mais velhos, que tenham compromisso com a sociedade e ficamos muito felizes em ser referência’’, garante o diretor.

Também há o resgate do civismo e de valores morais. Os estudantes aprendem a importância de serem pontuais e seguirem regras. Antes de entrar para sala cantam o hino de Porto Velho, de Rondônia e o nacional. No intervalo, os monitores que são policiais militares acompanham o comportamento dos alunos.

O diretor conta com orgulho o reflexo de todo esse trabalho. ‘‘Nós temos três alunas participando da Mostra Nacional de Foguetes no Rio de Janeiro. Também temos uma aluna em Brasília para apresentar um projeto de boas ideias. Além de termos sido convidado para conhecer o Colégio Militar de Brasília que é do Exército’’, afirma. Reconhecimento de um trabalho comprometido com a sociedade rondoniense.