Se Cassol resolver mesmo se candidatar, a tendência é que o TRE de cara lhe negue o registro

Se Cassol resolver mesmo se candidatar, a tendência é que o TRE de cara lhe negue o registro

Carreira brilhante

Peço licença ao renomado articulista político Carlos Sperança para fazer um adendo ao que ele escreveu na seção Via Direta: “Entre as inúmeras cracolândias existentes em Porto Velho, existe uma de luxo, pertencente a uma classe social mais seleta de cheiradores de pó *** Falo do Espaço Alternativo...”. Sperança poderia acrescentar o gabinete de um poderoso político de Rondônia onde, segundo dizem, o pó é cheirado durante a madrugada. E depois os aliados alegam que o tal político tem uma carreira brilhante pela frente. Carreira política ou de pó?

Pré-candidatos

Dentre os pré-candidatos ao governo de Rondônia, os que mais aparecem na imprensa são o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (PMDB), o ex-senador Expedito Júnior (PSDB), e os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) e Ivo Cassol (PP-RO). Alguns têm alto índice de rejeição, principalmente porque achacaram empresários ou deixaram de pagar dívidas em campanhas anteriores.

Cassol

Cassolistas dizem que Ivo já ganhou, enquanto quem apoia os demais diz que a situação não é bem essa. São 45 dias de campanha. Cinco para formalidades junto à Justiça Eleitoral e mais 10 para confeccionar material, restando apenas 30 para colocar o pé na estrada. Se Cassol resolver mesmo se candidatar, a tendência é que o TRE, considerado um dos mais duros do País, de cara lhe negue o registro.

Pancadas

Sem obter o registro no TRE, Cassol levará pancadas dos adversários, sob alegação de que está inelegível. Ele deve recorrer ao próprio TRE pedindo uma liminar, o que também deve ser negado, devido aos frequentes posicionamentos em relação a quem está em débito com a Justiça. Mais pancada em cima, então. Cassol pode conseguir liminar no TSE, isso faltando uma semana para a eleição. Adianta já que seria um a liminar e não um registro real de candidatura?