Taiwan: 19 milhões de eleitores vão às urnas eleger presidente

Taiwan: 19 milhões de eleitores vão às urnas eleger presidente

Porto Velho, RO - Cerca de 19 milhões de eleitores foram às urnas para as eleições presidenciais em Taiwan, dominadas pelo futuro das relações entre a ilha e Pequim.

As seções eleitorais abriram às 8h de sábado (21h de sexta-feira, no Brasil) e fecharam às 16h (5h, no Brasil). A contagem dos votos já começou, e os resultados devem sair ainda neste sábado (11).

Na ilha com mais de 23 milhões de habitantes, disputam o cargo a atual presidente, Tsai Ing-wen, e seu principal adversário Han Kuo-yu. Os candidatos têm visões divergentes sobre o futuro do território, politicamente autônomo do resto da China há sete décadas.

No entanto, Taiwan, que tem moeda, bandeira, forças armadas, diplomacia e governo próprios, é reconhecido como um país independente apenas por 15 países em todo o mundo, sendo a maioria nações pobres da América Latina e do Pacífico. O Vaticano é o único da Europa.

Candidatos

No poder desde 2016, Tsai Ing-wen, do Partido Progressista Democrático, candidata-se à reeleição e apresenta-se como garantidora dos valores democráticos diante da China.

"Vamos votar e vamos dizer ao mundo a determinação de Taiwan em defender sua soberania, manter a democracia e continuar as reformas", disse Tsai, no último comício da campanha eleitoral, na sexta-feira (10) à noite.

No mesmo dia, Han Kuo-yu, do Partido Nacionalista, defendeu que Taiwan deve estar mais aberto às negociações com a China.

No também último comício da campanha, que juntou centenas de milhares de pessoas na segunda maior cidade do país, Kaohsiung, Han destacou questões práticas como a melhoria da educação e da economia.

"Quero atrair investimentos maciços. Quero produtos a serem exportados sem parar", afirmou.

Nos últimos dez dias de campanha, é proibida a divulgação de sondagens na ilha, mas até lá, Tsai era favorita, com um avanço confortável sobre Han.

Um terceiro candidato, o conservador James Soong, de 77 anos, apresenta-se pelo Partido Primeiro o Povo, um movimento favorável a Pequim.