Trump chama John Bolton de \'idiota\' após comentários sobre cartas de Kim Jong-un

Trump chama John Bolton de \'idiota\' após comentários sobre cartas de Kim Jong-un

Porto Velho, RO - Nesta segunda-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou seu ex-conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, de "idiota".

A mensagem de Trump se deve aos comentários feitos por Bolton a respeito de sua correspondência com o líder norte-coreano. Trump afirmou que foi apenas sarcástico quando descreveu sua troca de correspondência com Kim Jong-un como "cartas de amor".

Os dois líderes trocaram correspondências diversas vezes em meio ao imbróglio envolvendo os testes nucleares no país asiático, sendo que Trump chegou a descrever as cartas como "belas" e disse que os dois "se apaixonaram" por meio delas. As declarações foram dadas no contexto de um comício, ainda em 2018.

Em uma entrevista à ABC News em junho, Bolton disse que o líder norte-coreano deu uma "gargalhada" com a descrição de Trump.

​Acabei de ouvir que o louco John Bolton está falando sobre o fato de que comentei sobre "cartas de amor de Kim Jong-un' como se eu as considerasse assim. Obviamente, estava apenas sendo sarcástico. Bolton era um idiota!

No início deste ano, Bolton publicou seu livro "The Room Where It Happened" ("A sala em que aconteceu", em tradução livre), criticando a Casa Branca e Donald Trump, o candidato republicano à reeleição. A obra foi publicada após um juiz federal dos EUA indeferir um pedido de veto do livro feito pelo Departamento de Justiça norte-americano, que alegou que os escritos de Bolton revelavam informações confidenciais.

Presidente dos EUA, Donald Trump, e assessor de Segurança Nacional, John Bolton, na cúpula da OTAN em Bruxelas

© SPUTNIK / ALEKSEI VITVITSKY

Presidente dos EUA, Donald Trump, e assessor de Segurança Nacional, John Bolton, na cúpula da OTAN em Bruxelas

O livro de Bolton chacoalhou o mundo político dos Estados Unidos e recebeu elogios de adversários de Trump por supostamente revelar a verdade sobre as ações do governo na política externa. Os defensores do presidente dos EUA, no entanto, criticam o livro e afirmam que as informações não são confiáveis, pois partem de um ex-funcionário descontente do governo.