Vilhenense que conquistou 212 mil votos ao senado revela: "Pesquisas erradas prejudicaram minha eleição"

Vilhenense que conquistou 212 mil votos ao senado revela:

Estreante na política, o empresário vilhenense Jaime Bagattoli (PSL) fez uma votação surpreendente na disputa ao senado federal.

O candidato terminou a disputa em terceiro lugar com 212.077 votos, próximo ao segundo colocado, o ex-governador Confúcio Moura (MDB) que fez 230.361.

O deputado federal Marcos Rogério (DEM) ficou na primeira colocação com 324.939 votos.

Bagattoli, que é do PSL, conversou com a reportagem do Extra de Rondônia e disse que não foi fácil concorrer com um candidato que é deputado federal e o outro ex-governador. Ele ficou perto do Confúcio por uma diferença de 18 mil votos.

Ele explicou que esperava fazer uma boa votação, mas não atingir mais 200 mil, por ter feito campanha somente em 21 municípios. Em Vilhena, ele obteve mais votos que o próprio Bolsonaro. Foram 33.634 contra 32.982 do presidenciável.

“Se eu tivesse, talvez, feito campanha nos 31 municípios que faltou e trabalhado mais em Porto Velho, provavelmente estaria eleito como senador. Mas para um candidato iniciante, que fez 33.634 votos em Vilhena, é superpositivo”, frisou.

NÚMEROS ERRADOS

Contudo, ao fazer uma análise mais aprofundada da eleição, Bagattoli acredita que poderia ter feito mais votos, não fossem as pesquisas com números errados que circularam nos últimos dias em Rondônia. “Nas pesquisas, vários candidatos estavam na minha frente. Isso tm que acabar. Nenhuma pesquisa é confiável, nem mesmo o Ibope. A Justiça Eleitoral tem que analisar esse quesito para não prejudicar os candidatos”, avalia.

FUTURO POLÍTICO

Cotado por amigos para uma possível disputa a prefeitura de Vilhena no pleito eleitoral de 2020, o empresário afirma que ainda é cedo para falar nesse assunto. “Muita coisa pode acontecer ainda. Vamos aguardar”, pondera.

O candidato encerrou agradecendo à população de Vilhena e de todo Rondônia pela confiança e apoio recebido nas eleições. “Eu sei que o pessoal não votou em mim por causa de Bolsonaro, mas também por causa da minha família, da minha história” pontuou.