ZEKATRACA- Lenha na Fogueira

ZEKATRACA- Lenha na Fogueira

A vaquejada, o rodeio e expressões artístico-culturais similares ganharão o status de manifestações da cultura nacional e serão elevadas à condição de patrimônio cultural imaterial do Brasil. É o que estabelece a Lei 13.364/2016, sancionada sem vetos pela Presidência da República e publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União.

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A nova lei tem origem no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 24/2016, aprovado no Senado em 1º de novembro. A nova está em vigência desde a última quarta-feira.

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Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia proibido a vaquejada, ao derrubar, por 6 votos a 5, uma lei do Ceará que regulamentava a prática. A maioria dos ministros argumentou que a prática causava maus-tratos aos animais.

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A decisão do STF passou a servir de referência para todo o país, e o tema gerou grande debate no Congresso Nacional. Tramitam ainda no Senado outros dois projetos (PLS 377/2016 e PLS 378/2016) que classificam a atividade como patrimônio cultural brasileiro e uma proposta de emenda à Constituição (PEC 50/2016) que assegura a continuidade da prática, se regulamentada em lei específica que assegure o bem-estar dos animais.

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De autoria do deputado Capitão Augusto (PR-SP), o PLC 24/2016 foi relatado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), com voto favorável à matéria. Em seu relatório, Otto Alencar ressaltou a movimentação na economia local, pelo rodeio e a vaquejada, além do fato de que são manifestações “já há muito cultivadas pela população de diversas regiões do País”.

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O senador Roberto Muniz (PP - BA) ressaltou que existem ações de proteção ao animal e lembrou que as práticas são tradições regionais: “Há um desprezo do que é a cultura nordestina e, principalmente, do que é a cultura do interior do nosso País. Desprezo que a população urbana tem sobre as práticas culturais da população rural” – ponderou.

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A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi uma das poucas a discursar contra a aprovação do projeto. Ela sugeriu que a votação fosse adiada para que houvesse uma discussão mais aprofundada, mas não obteve sucesso. Para Gleisi, os senadores estão indo contra decisão do STF que considera a vaquejada inconstitucional por envolver maus tratos a animais.

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Gleisi e os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Reguffe (sem partido-DF) e outros registraram voto contrário ao projeto. O senador Humberto Costa (PT-PE), absteve-se de votar.

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Além da vaquejada e do rodeio, a nova lei estabelece como patrimônio cultural imaterial do Brasil atividades como as montarias, provas de laço, e apartação; bulldogging; provas de rédeas; provas dos Três Tambores, Team Penning e Work Penning, paleteadas, e demais provas típicas, tais como Queima do Alho e concurso do berrante, bem como apresentações folclóricas e de músicas de raiz.

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Já são reconhecidas como patrimônio cultural imaterial do Brasil: Arte Kusiwa (pintura corporal e arte gráfica Wajãpi), Cachoeira de Iauaretê (lugar sagrado dos povos indígenas dos Rios Uapés e Papuri), Bumba Meu Boi do Maranhão, Fandango Caiçara, Feira de Caruaru, Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis (GO), Frevo, Samba, modo artesanal de fazer queijo de Minas nas regiões do Serro e das serras da Canastra e do Salitre, ofício das Baianas de Acarajé, Ofício dos Mestres de Capoeira, e o Tambor de Crioula do Maranhão.

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Os senadores esqueceram o Boi Bumbá da Amazônia, a Festa do Divino do Vale do Guaporé entre outras manifestações populares.

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Já era tempo de alguém tomar providencias contra tantas proibições de festas populares no Brasil. Daqui a pouco alguém iria entrar com ação proibindo o Carnaval de Rua.

Nossa história em fotografia

O fotografo Rosinaldo Machado desembarcou em Porto Velho como integrante da comitiva do Coronel Jorge Teixeira que veio assumir o governo do Territorio Federal de Rondônia em substituição ao Coronel Humberto da Silva Guedes no ano de 1979.

A partir daí Machado passou a registrar todos os acontecimentos oficiais e não oficiais que aconteceram e acontecem até hoje em Rondônia.

Fotografou a instalação do estado no dia 4 de janeiro de 1982 a posse dos primeiros Conselheiros do Tribunal de Contas, dos primeiros Desembargadores, Juízes Promotores de Justiça, dos primeiros deputados estaduais constituintes e criação de vários municípios  do estado de Rondônia.

Seu acervo fotográfico é um dos mais completos sobre a história do estado de Rondônia.

A partir desta quinta feira dia 1 de dezembro 2016, passaremos (sempre às quintas-feiras) a divulgar parte dessa história fotográfica, numa parceria do fotógrafo Rosinaldo Machado, colunista Zekatraca e Diário da Amazônia.

Asfaltamento da BR 364

 

Ao chegar à Porto Velho para tomar posse como governador do Território, Jorge Teixeira de Oliveira estabeleceu metas de trabalho, entre elas a pavimentação da BR-364. Na época, apenas o trecho entre Porto Velho e Ariquemes era asfaltado assim mesmo 48 quilometros nas proximidades onde estava a reserva para a represa de Samuel ainda era barro.

Jorge Teixeira depois de várias viagens a Brasília conseguiu que fossem assinados, pelo ministro Eliseu Resende, na presença do então presidente João Baptista Figueiredo, 19 contratos para a pavimentação da BR-364, rodovia Cuiabá-Porto Velho, no trecho que vai de Cáceres, no Mato Grosso, a Ariquemes, numa extensão de 1.040 quilômetros. 

Conforme as empresas iam entregando seus trechos asfaltados, Teixeirão promovia a inauguração com as pompas que a ocasião oferecia.

A foto de hoje, foi registrada na inauguração do trecho que tinha Ji Paraná como marco.
Legenda - Inauguração do Museu da Comunicação em Ji Parana: Teixeirão, o telegrafista Expedito Rodrigues da Silva, Geraldo Jotão, e Roosevelt Queirós 

Museu da Comunicação – Ji Paraná

A antiga estação telegráfica “Presidente Pena”, que foi inaugurada em 1914 pelo então Tenente Coronel Cândido Mariano da Silva Rondôn, foi transformada em  Museu da Comunicação em 1985  durante o governo de Jorge Teixeira de Oliveira

 

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