Agevisa incentiva ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis adquirida e congênita para inibir casos em Rondônia

Agevisa incentiva ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis adquirida e congênita para inibir casos em Rondônia

Agevisa libera insumos como testes rápidos para sífilis, HIV, hepatite B e C, preservativos e medicamentos

Porto Velho, RO - Com o objetivo de dar visibilidade e eficácia à campanha “Outubro Lilás”, o Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), ressaltou a intensificação de ações de prevenção e combate à sífilis adquirida e sífilis congênita. 

O evento no Brasil iniciou em 2017, com a publicação da Lei nº 13.430 de 2017, que institui o “Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita”, que acontece no terceiro sábado do mês de outubro de cada ano.

Os técnicos da Agevisa, por meio da Coordenação Estadual de Vigilância, Prevenção e Controle das IST/Aids e Hepatites Virais (NISTHV), estão incentivando, junto aos 52 municípios, a realização de ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis em gestantes e parceiros.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), no Brasil, em 2020, foram registradas 115,3 mil pessoas que contraíram a doença. 

Dessas, 61,4 mil gestantes e 22 mil crianças que nasceram com sífilis. Quanto a sífilis adquirida no conjunto da população, houve crescimento na década de 2010, com pico em 2018 e redução nos últimos anos. 

As faixas etárias com maior incidência foram as de 20 a 29 anos e de 30 a 39 anos. Em termos de escolaridade, os principais percentuais foram os de pessoas com ensino médio e fundamental completos.

Em Rondônia no ano de 2018 foram registrados 117 casos de sífilis congênita; em 2019 os números foram para 76, e em 2020 foram 68 casos registrados. 

Parte dessa redução pode ser atribuída ao atraso na notificação e na alimentação das bases de dados devido à mobilização dos profissionais de saúde para ações voltadas ao controle da pandemia da covid-19.

Para Sífilis adquirida, em 2018 foram registrados 1.208 casos; em 2019 foram 1.039 e 2020 chegou a 1.077 casos. A sífilis em gestantes foi contabilizada no ano de 2018 com 408 casos, em 2019, 367 e em 2020, 332 casos notificados. 

“Diante do atual cenário, em decorrência da infecção pelo coronavírus e considerando as características clínicas, epidemiológicas e laboratoriais da sífilis em gestante e congênita, recomendamos ações focadas no incentivo à informação e triagem dos usuários, por meio dos testes rápidos, disponíveis nas Unidades de Saúde de atenção básica, média e de alta complexidade”, alertou o diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima.

Agevisa participou de reunião em Brasília com dirigentes da Opas

Segundo a coordenadora estadual de Vigilância, Prevenção e Controle da Sífilis da Agevisa, Stella Maris Pessoa Garcia, as referidas ações já vêm sendo desenvolvidas em todo Estado, com a distribuição de insumos, testes rápido para sífilis, HIV, hepatite B e C, preservativos masculinos e femininos e a distribuição da Penicilina G Benzatina, disponíveis nas Regionais de Saúde para tratamento de sífilis em gestantes e parceiros. Ainda a disponibilização de penicilina cristalina para tratamento da sífilis congênita.

Stella Maris comenta que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível, ainda é considerada um problema de saúde pública e apesar de ser uma doença tratável e curável, o tratamento não confere imunidade. Em gestantes não tratadas de forma adequada, a infecção pode causar aborto, prematuridade, má formação do feto, entre outras consequências. “Para conseguirmos eliminar a sífilis congênita, é necessário o diagnóstico precoce e garantir um pré-natal de qualidade, assegurando à gestante, a assistência e tratamento em tempo oportuno, conforme preconiza o Protocolo de Prevenção da Transmissão Vertical o Ministério da Saúde”.

PARCERIA

Em setembro, o diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório, e assessores estiveram em Brasília para tratar do encerramento do convênio junto a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que permitiu a certificação da eliminação da sífilis congênita em municípios do Estado (Ji Paraná, Vilhena, Ariquemes e Cacoal).

A reunião trouxe como resultado a abertura de novas ações de parceria entre as entidades. “No Brasil, em agosto deste ano, foi pactuada a Agenda de Ações Estratégicas para a redução da Sífilis em 2020/2021. Entre as propostas está o fortalecimento das redes de atenção à saúde e do sistema de vigilância para enfrentamento da sífilis no país”, informou a gerente de Vigilância Epidemiológica da Agevisa, Arlete Baldez.

O Governo Federal, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) oferta testagem e tratamento gratuito para a sífilis, inclusive durante o pré-natal, e ainda realiza a compra e distribuição de insumos de diagnóstico e tratamento (testes rápidos, penicilina benzatina e cristalina). Atua ainda na disseminação de informação estratégica aos gestores, auxiliando na tomada de decisão; realiza campanha nacional de prevenção; e investe no desenvolvimento de estudos e pesquisas voltados para o enfrentamento da sífilis no SUS.

As ações governamentais tem o intuito de cumprir com as diretrizes e prioridades do MS nas linhas de atuação e eliminação da sífilis congênita, eliminação da Hepatite C até 2030; imunizar à população com a vacina contra Hepatite B, principalmente nas mulheres em idade fértil, a fim de prevenir a transmissão pelo vírus da Hepatite B; ampliar o acesso às ações de prevenção à saúde em IST, HIV e hepatites virais, e a redução da sífilis adquirida.