Irã acusa Israel de provocar explosão na usina nuclear de Natanz e diz que vai retaliar

Irã acusa Israel de provocar explosão na usina nuclear de Natanz e diz que vai retaliar

Porto Velho, RO - Sputnik - O primeiro-ministro iraniano, Mohammad Javad Zarif, culpou Israel pelo sucedido, acusando o Estado judeu de sabotagem da usina nuclear.

"Os sionistas querem se vingar de nosso progresso no encaminhamento da suspensão de sanções […]. Eles [israelense] disseram publicamente que não permitiriam que isso acontecesse. Mas nós teremos nossa vingança dos sionistas", declarou Zarif, citado pela televisão estatal.

 

Saeed Khatibzadeh, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, caracterizou o acontecimento como um "ato de terrorismo nuclear audaz em solo iraniano", citado pela Press TV.

 

O porta-voz da chancelaria iraniana foi mais longe ao considerar a sabotagem da usina nuclear em causa como um "ato contra a humanidade", pois, mesmo que não tenha havido consequências humanas e ambientais negativas, "poderia causar um desastre".

 

Adicionalmente, Khatibzadeh informou que o Irã vai substituir as centrífugas danificadas na usina nuclear de Natanz por outras mais modernas.

 

Ali Akbar Salehi, diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, classificou o incidente como um "ato de terrorismo nuclear", afirmando que a República Islâmica terá o direito de responder contra os responsáveis pelo sucedido.

 

Fontes da inteligência dos EUA, sob condição de anonimato, relataram ao jornal norte-americano The New York Times uma operação secreta de Israel, acrescentando que "a explosão provocou um duro golpe à capacidade do Irã para enriquecer urânio, e que levaria no mínimo nove meses para restaurar a produção em Natanz".

 

Israel é, deste modo, o principal suspeito, uma vez que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria declarado que não confiava na nação persa, e que faria tudo para prevenir que Teerã viesse a adquirir armas nucleares, mesmo que o último tenha várias vezes assegurado que a natureza de seu programa nuclear é somente civil.

 

A explosão ocorreu logo depois das conversações em Viena entre os membros do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que pretendem levar os EUA e o Irã de volta ao acordo nuclear, após Washington ter se retirado unilateralmente do mesmo em 2018, sob a presidência de Trump.