Justiça pronuncia dois pela morte premeditada de sitiante em Monte Negro

Justiça pronuncia dois pela morte premeditada de sitiante em Monte Negro

Tramarem e executarem o assassinato de Leomar Soares do Nascimento, de 37 anos, em fevereiro do ano passado

Porto Velho, RO - O juízo da 1ª Vara Criminal de Ariquemes pronunciou e vai levar a julgamento pelo júri popular a sitiante Verônica Santos Zanon e o amante dela Josimar Croce, acusados de tramarem e executarem o assassinato de Leomar Soares do Nascimento, de 37 anos, em fevereiro do ano passado, na zona rural de Monte Negro, região da Grande Ariquemes.

Os dois foram indiciados e serão julgados por infração aos artigos 121, §2º, incisos I, III e IV (homicídio qualificado) e 155, §4º, incisos II e IV (furto). Verônica tinha um caso extraconjugal com Josimar que foi contratado pela vítima para construir a residência do casal. Josimar e Verônica acabaram se relacionando e se uniram para eliminar de Leomar, segundo a Polícia.

De acordo com a denúncia do MP, o plano deles colocado em prática foi simular um crime patrimonial. Para isso, Josimar entrou na casa deles, revirou o quarto, pegou R$52,00, armou-se com a espingarda calibre.16 de Leomar e o esperou a vítima atrás da garagem, após ser avisado por Verônica.

Quando o Leomar saiu do carro, Josimar atirou duas vezes nele, subtraiu seu celular e fugiu levando a arma e o aparelho. Leomar morreu na hora com um tiro na cabeça. Em juízo, Verônica confessou os encontros íntimos e Josimar a execução do ex-patrão. Algumas testemunhas já haviam ouvido boato do caso extraconjugal.

Outra testemunha confirmou que foi ao velório, e que Verônica estava lá, mas não a viu chorando, demonstrando estar bem tranquila. Relatou que soube que a acusada tirou o gado do nome de Leomar no dia seguinte da morte dele e que Verônica não foi ao enterro porque estava no IDARON tirando o gado do nome da vítima.

Segundo o MP, os dois praticaram o crime com torpeza, pois, mantinham encontros íntimos dentro da casa da vítima e pactuaram a morte durante essa traição conjugal para assegurar que a parte do patrimônio de Leomar ficasse só com VERÔNICA e, depois do homicídio, pudessem assumir publicamente o relacionamento.